A Floresta do Suicídio, de Torres Hernandez

novembro 30, 2016


Fora de Tóquio, existe uma enorme floreta chamada Aokigahara. Conhecida não só por ser uma das mais belas áreas selvagens do Japão, mas também por ser o local mais famoso do mundo em suicídios.
Registros dos anos 1830, quando o Japão passava por uma crise, as famílias de camponeses famintos abandonavam idosos e bebês inválidos na floresta para diminuir o número de bocas para alimentar. Cerca de setenta pessoas, anualmente, entram na floresta e nunca mais voltam. A forma mais comum de morte encontrada em Aokigahara é o enforcamento.
Lendas antigas dizem que ela é assombrada por criaturas do além e pelos espíritos desses suicidas, chamados yurei - aqueles que partiram dessa vida antes da hora. Aproveitando esse cenário assustador e desconhecido, o escritor El Torres e o desenhista Gabriel Hernandez criaram The Suicide Forest.
A história começa com Ryoko e Taro, voluntários de busca por corpos na floresta, pregando placas com mensagens para os supostos suicidas não cometerem o tal ato. É o primeiro dia de Taro e Ryoko, uma das principais protagonistas, conta um pouco da história da floresta para o companheiro. Ela é um Miko - uma espécie de sacerdotisa Shinto - por isso ela consegue ver os yurei e lidar com eles. Sabe que esses espíritos atormentados chamam os espíritos fracos para juntarem-se à eles.
Alguns quilômetros de distancia dali, na cidade, Alan Talbot, um americano, e Masami, uma japonesa, conversam em um bar noturno e, ela, declara sua paixão ao rapaz. Surpreso, mas também com sentimentos à jovem, Alan decide permanecer na cidade e seguir o relacionamento.
Um ano se passa e o ciúme doentio de Masami e sua falta de mudança, forçam Alan a deixá-la. E esta, não suportando o abandono, no desespero segue para Aokigahara para por um fim a sua tristeza.
A partir desse ponto, a história se desenvolve no típico filme de terror oriental. Mortes misteriosas acontecem. O espírito de Masami quer vingança pelo abandono e Alan será atormentado por isso.
A hq cumpre o que promete no quesito história. Não assusta, mas o drama e a tensão dos personagens e suas angústias, prende o leitor até o fim. Pode parecer um pouco dramática demais em algum ponto, mas mesmo assim mostra que não precisa de várias edições para construir e desenvolver uma história excelente.

Editora: IDW Publishing | Lançamento: 2012 | Páginas: 104 | Nota: 4/5
Comprar: Amazon (em Inglês)

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