O Fone

junho 03, 2016


Quem ouve o que quer
Limita-se ao que lhe convém
Perde a razão dos sentidos
Restrição de descobrir além

 A música da vida real tocava
Mas ela não queria ouvir
Enquanto ele olhava
Ela só pensava em seguir

Seguia por seu caminho
Distraída e cheia de si
Ainda não sabia que sozinho
Ele a observava, logo ali

Mas a moça pegou o fone
Para sua vida escutar
Somente ouvia o que convinha
Com medo da música terminar

A melodia vinha em forma de aceno
Um oi que tímido saiu
A moça com seu repertório pronto
Nem um sorriso lhe consentiu
  
Ele sabia que ela era especial
Só queria ter a oportunidade de dizer o quanto isso era  importante
A moça  em busca do seu essencial
Sempre se mostrava distante

O moço segue sua canção
E ela nem nota
O que rege sua emoção
É motivo de anedota

Enquanto os sons reais
Começavam a ter sintonia
Ela não percebia que eram os sinais
De sua própria melodia

Ele parou de observar
E como ela um fone de ouvido arrumou
Mas o que ele não sabia
Que aquele aparelho, ela nunca usou

Não era cedo, nem tarde
E no armário o fone a garota colocou
Obscuro da dúvida
No mesmo lugar que aquele moço, seu coração deixou... 

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