Concha

maio 13, 2016


Em uma praia deserta
Que ninguém conhece
Escondida pra não ser vista
Ela adormece

As ondas batem nas pedras
O mar lança pra longe, instinto inebriante
Mais que lembranças
De tão próximas, distantes

É triste o fim
Tão curto o caminho
Poderia o mar tê-la amado?
Mas, ele não está sozinho

Ele tem muito mais
Do que um dia obteve
Ela só queria amar
Aquele que não se conteve

Na dureza ela escondia sua fragilidade
Por isso vivera ali
Mas o quê o mar não entendia de verdade
É que um dia ela teria que partir

No céu a lua cheia observava o trajeto
O vento agitava as ondas e começou a cantar
As lamúrias de um amado que carrega
Aquela que um dia pôde lhe acalentar

Vida que se foi com a maré
Triste se encontra o mar
Que se agita perdendo sua fé
Do alcance daquela que na areia foi morar

Precisou perder seu enfeite
Seu presente mais precioso
Pra entender que era feliz
Por ter algo tão misterioso

Abandono da trajetória
Triste partida
Do que um dia foi
Uma complexa vida

Jaz o enfeite intacto
Concha que na areia ficou
Mas não há pesares, pois dentro dela ainda existe
O som daquele que um dia a amou.

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