Pardal

abril 23, 2016


Abri a janela
Do depósito dos meus sonhos
Recontei histórias
Das verdades que ninguém vê

Enquanto eu conto lamentos
De uma vida sofrida
Estes contam moedas
Pra deixar de herança

Pra uns são pragas
Mas não tem coisa mais bonita
Pardal colher flores
Pra oferecer pra amada

Meus olhos se enchem de esperança
Os soberbos se enriquecem
Tamanha a pobreza que têm
Como sou rico, é o que me parece

Talvez sejam aves de rapina
Espalhadas pelo caminho
Eu subordinado pardal
Ainda canto sozinho

Minha súplica nem é de solidão
É de entre a passarada pensar somente
Estas querem tudo pronto
Estou aqui, buscando meu presente

Não sou tão belo, ao menos afinado eu canto
Mas quem espera muito
Pouco encontra encanto
Do que poderia ser tudo

Um dia, as janelas de meus sonhos serão portas
Que ninguém poderá fechar
E como pardal que sou
Livre poderei voar...


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