Ao som do berrante

dezembro 04, 2015


O som que se ouve é de lembrança
O cheiro é de poeira
Cada trova de esperança
Alastra-se pela ladeira

A boiada passa
Enquanto o boiadeiro toca
No caminho da comitiva
Que o tempo divaga

Às vezes pelo caminho ele pára
Pra água o gado beber
Devoto de Nossa Senhora
Nessas estradas sempre há de agradecer

Agradece pelo dom da vida
Pela boiada que leva
E por mais um dia
Pela alegria de sua lida

Quilômetros ainda haverá de percorrer
Nos olhos leva a perseverança
Na cabeça seu chapéu e no bolso seu “paeiro”
E o sertanejo vai cumprindo sua andança

E se o coração aperta
E tudo parece distante
Lá vai ele, sempre alerta
Ao som do velho berrante

Você também pode gostar

0 Comentários

Like Us on Facebook

Youtube