Chinelinhos remendados

novembro 06, 2015


Chinelinhos que arrastam pela estrada
Estrada empoeirada pelo tempo
Remendados com prego
O menino chora de esquecimento

Quer esquecer a fome
Mas o estômago ronca
Seus olhos fundos imaginam um banquete
De farinha e água que come

Chinelinhos molhados de lama
Da chuva que há pouco passou
Água fresca das nuvens
Que também a sede do pequeno saciou

Assovia seu contentamento
Apesar de tudo não é triste
O amor tilinta em seu entendimento
Do sentimento que persiste

Chinelinhos remendados
Que protegem os seus pés
Dedos sujos e magros
Da terra da beira dos igarapés

Ô menino!
Arrebentou de novo seu chinelinho?
Mas em casa a mãe o espera
Pra consertar com todo carinho...

Lá vai o menino de chinelinhos novos
Todo feliz pelo caminho
Pois em casa ainda tem farinha e água
Mamãe, papai e muito amor dos irmãozinhos...

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