O fim da dança

outubro 16, 2015


O passo do compasso do ritmo entrelaçado
Dos movimentos descabidos
Do pulo mais alto e engraçado
Dos braços para o giro

Quem dança não sabe
Quem sabe não dança
Mas quem tenta, um sorriso abre
Pois quem começa não cansa...

Rodopia no salão
Vai e vem de euforia
Enquanto toca a canção
Sonoridade que contagia

O salão é o asfalto
Que  ela foi conquistar
E entre os compassos
Sua vida sincronizar

Poderia estar alguém ali
Mas a bela moça sozinha está
Com passos de ternura
Ela foi se encontrar

A música pode-se ouvir
São pingos de chuva
Que seus olhos vão refletir
Com nada mais a se preocupar

A chuva molha
Seus pés entrelaçados
Aquele que a olha
Não pode estar ao seu lado

Este alguém existe?
Onde  ele se esconde?
Vigia enquanto observa,  mas não persiste
Em chamá-la pelo nome

Talvez tenha medo da canção
Da chuva que molha
Dos rodopios de emoção
E ele somente olha

A delicadeza em pingos escorria
Na  sobrinha que a moça trazia
E entre as calçadas
Que ela pulava para sua alegoria

Acabou a chuva
Terminou a dança
Quem sabia dançar não o fez
E quem gostaria não pode mais, pois se cansa...

E a moça terminou seu espetáculo
Largou a sombrinha
Pulou as poças
E foi embora...

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