Carregando canhões

setembro 04, 2015

O céu trazia o desconsolo daqueles que lançavam bombas para se verem livres. Livres talvez da ignorância estagnada neles próprios.
As nuvens de fumaça encobriam os vultos daquelas pessoas...
Os inocentes se afastavam para que pudessem respirar um pouco de ar puro. 
Qual ar? Este fora consumido pelo lançamento das granadas...
Cada projétil trazia gases letais que era carregado pelo ódio daqueles que não entendiam a dádiva de estar em paz...  
Onde estão as crianças que brincavam de roda à beira da seringueira? Mas nem seringueira existe mais, apenas a fúria de soberbos que para conquistar o que não precisam disseminam a fome de um tempo nefasto.
O único brilho que existe são o das bombas sendo lançadas há quilômetros de distância, mas ainda existe alguma esperança?
A esperança está na mira desses canhões...
Esperam-se dias melhores enquanto estão carregando as bombas.
Estrondoso som que amedronta as pessoas e é música dos chefes da ignorância...
Existem ainda aqueles que plantam flores para carregar suas armas... 
Armas de vida ou armas de morte?
Poderia existir lançamentos de bondade e um tiro certo teria como alvo corações vazios de amor...Mas  qual amor ? Isso está extinto. Ó tristeza de corações sombrios que seriam feridos  sem que fossem machucados...
Mas como abastecer de vida o que já está morto? 
E enquanto inocentes vão ao encontro das borboletas, esses pífios abastecem os canhões recheando com toda a maldade que possuem...
E entre nuvens cinzas de poeira radioativa as flores dos campos não nascem...
Canhões de guerra e canhões de paz...
Já acabou o que nunca se teve, pois não nasce o que não se planta...
Kabum!
Não se vê mais nada, pois só existe um lado ..

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