No banco do lado

julho 10, 2015


Cinquenta anos de união e enquanto o vento anunciava uma breve chuva eles conversavam sobre tudo que já haviam vivido. Entre risos de conivência e gestos de ternura a tarde findava. Aquele casal era o exemplo de um amor verdadeiro, porém acredito que só é amor se for de verdade...

Fiquei estagnado quando ele perguntou se ela ainda lembrava quando eles haviam se conhecido. Ela sorriu e lhe disse que nunca esquecera este dia, e ainda ressaltou que foi naquele dia que sua vida começou a ter um sentido a mais.

Assim eu comovido sentado no banco do lado, mas de ouvidos atentos; ouvi aquela declaração de amor e fui ao encontro de minha amada, pois uma briga boba não podia ser o término de uma história que poderia dar certo.

Comecei a soluçar, não contive as lágrimas ao ver aquele exemplo de amor...

E eles se levantaram do banco, ele pegou na mão dela e de braços dados foram esconder daquela chuva.

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