Inverso

maio 15, 2015


A noite chega e o céu já não é o mesmo.
A verdade se esconde nos mares junto com as estrelas que dormem. Na calmaria elas apagam o brilho que um dia alguém contemplou. São alegrias que duram apenas alguns instantes.
As aves mergulham e se perdem no fundo do Pacífico. É a fome por compaixão que engole o que sobrevoava as montanhas de corais.
Mancha que se estende por quilômetros arrastando colônias de vida.
Pescadores lançam as redes a fim de pegar a lua. Quanto maior o peixe, mais valorosa é a recompensa. Pensamento subalterno de humanos que esperam pescar grandes prendas com frágeis redes. Eles dirigem-se para suas moradas. São caminhos caudalosos de volta pra casa. Choram pela rota pensando naquela que deixaram. São  lágrimas doces que  lembram as memórias do futuro.
Peixes que voam no céu e lua que adormece.
Risos de tristezas e choros de felicidade. É o inverso das coisas engajando na vida. É a vida no avesso.
Sem lado e com sentido.
O contrário sendo o certo à proporção que estrelas são pontos de luz escondidos no manto da noite.
Noite iluminada, diamantes que ofuscam e peixes que flutuam no espaço...
Pra mente não existe limites, então sempre pode-se ir além, enfim... voar.
Voando com os peixes...
Estrelas que se apagam anunciando mais um dia...

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