Deixe ir

março 20, 2015


Não fique para deixar apenas marcas, mas marque a vida de alguma forma..
Mostre ao mundo que a prisão que condena é a mesma que lhe faz forte.
Transforme o obscuro na sutileza das formas: realize-se...
Algumas coisas devem ser lançadas para serem vistas de longe, lance as pedrinhas no córrego para ver como a água responde e depois pétalas de rosas e veja como ser forte constantemente pode doer mais. 
Deixe a correnteza levar...
Impacte-se e ria dos pequenos tropeços do passado, pois você não faz mais parte dele.
Observe as lagartas...
A vida dentro de um casulo é apenas uma fase para as borboletas, mas existe um dia em que não serão mais lagartas e precisarão voar. São as mesmas e diferentes: melhores e belas.
É necessário deixar ir o que desassossega e tira a paz... Ou desprender-se de si mesmo.
Deixe ir pra ser...
Mande embora o que não saiu como planejado e projete diferente...
Não prenda o afeto e nem tranque o amor, pois junto com eles pode estar o sorriso mais verdadeiro que alguém pode dar.
Não aprisione um sentimento, solte e lance ao ar; tente sentir aonde ele chegará.
Deixe ir um EU velho, esse EU cheio de indagações que de nada acrescenta...
A partida é triste, mas necessária...
Recomece diferente.
Deixe ir e se encontrará em algum lugar; se ao lançar algo e ele voltar é aí mesmo que deverá ficar e perceberá que foi possível tentar.
Desapegue para observar além...
E deixe ir...

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