Escravos

janeiro 09, 2015


Donos de suas histórias, mas não de suas vidas.
Inocentes sofredores unidos pelo mesmo laço.
Ainda fogem pelas florestas dos medonhos capitães do mato.
O medo é a sombra que os persegue.
O senhor de engenho a abominação da dignidade.
Chicotes estilhaçam a pele e ferem a alma.
Troncos de árvores que serviam de sombra são suportes do castigo do inocente.
Não há raça, mas existe cor...Quem dera tudo acabasse um dia...
Brancos, negros, amarelos e vermelhos. Todos fogem de suas senzalas.
Sem Lei Áurea, mas com perseverança.
Continuam aí escondidos pelas matas clamando :
-Liberdade! Liberdade!

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