Caminheiro

janeiro 02, 2015


Pedacinho de chão pisoteado pelo tempo
Guarda primórdios de simplicidade
Chinelos remendados e pés descalços
Deixam marcas de saudade

Estradas de uma vida inteira
Do inteiro tem a metade
Chapéu na cabeça e sorriso no rosto
Marcas de uma terna idade

Encontrou-se com a velha amiga
Moça rendeira e namoradeira
Canções à janela de sua viola caipira
Tilintavam na sombra da videira

Vida que finda pelo caminho
E palpita a cada parada
Lá vem o homem sozinho
Sem destino de caminhada

Já arrastou chinelos nessas poeiras
Terra batida de grande humildade
Hoje se ouve só a viola
Daquele que num sopro deixou a cidade

O sertanejo quando canta
Não vai embora jamais
Foi cantar noutras janelas
E sob a videira descansa em paz...

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