Fim de namoro

dezembro 05, 2014


Desculpe-me em dizer a verdade...
Depositei meus primórdios nas confeitarias do entorno e esvaziei meus vazios para ver se cabia algo mais a me oferecer... Sou real, mas quero algo além desta verdade escassa pelas ilusórias formas de viver...
A verdade fere como flechas que acertam as bordas do alvo até restar a última que atinge o centro e derruba torrentes inteiras como águas que jorram da montanha. E as flechas que foram lançadas, são todas em vão...
São essas cicatrizes que ficaram e me fizeram ser quem sou.
Perdoe-me por ser assim, mas não sei outra forma de ser...
O peso das coisas ilusórias são fantasias que meus olhos queixam-se em ver... Mas ainda prefiro olhar além do que não consigo avaliar.
Posso viver essa irrealidade camuflada de formas geométricas, mas não vejo algo mais eficaz que a verdade.
Desculpe-me se acredito que mais vale uma tristeza repentina, do que uma felicidade eterna e falsificada, não é pessimismo, apenas uma forma de espera do que virá...
Não falo em tempo, pois não existe tempo para amar. Acredito que a conjugação de amar seja infinita... Perdoe-me mais uma vez, não quero o fim de nada. Mas o recomeço de muitos acontecimentos, estes que eu ainda preciso descobrir...
Deixo minha verdade e seu coração partido, mas de certa forma o meu com ele também está.  Estou confuso, mas isso logo fará parte do passado...
Deixo-te aos choros e não saio feliz. Só quero a realidade... Estamos acostumados um ao outro. Mas tudo passa...
Você é especial e será muito feliz, eu tenho a certeza.
Boa sorte meu amor!

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