Gota de orvalho

novembro 28, 2014


Manhã fria de verão que transborda calma,
Subalterna por acariciar o verde, sorrindo...
De tão ingênua toca e invade a alma
Vai traçando seus frágeis luzidios e se redescobrindo

Transparente forma de doçura
Clarividente do destino
Pequena e cheia de ternura
Vai se absorvendo com a leveza do tino

Não chora a menina mais
Cansou-se de chorar
Vai findando o que lhe traz paz
E assim aprendeu a amar

Querida e encantada
Tornar-se-á um singelo botão
Extravagante, trépida e revigorada
Foi embora a solidão

O sol levou consigo o que o sereno trouxe
Mas não apagou o brilho
Daquela que o céu queixou-se
Singela em derramar pelo trilho

Linda, virou flor,
Da simplicidade de se doar
E com todo o amor
Rosa foi se transformar...

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