Caveira

outubro 10, 2014


Sete palmos de vida estagnada ao que é imprevisível e fluxo de ar removido pelo último suspiro sobre a atmosfera terrestre.
Anos deixados para trás pelo alarido das lembranças que se esmoreceram pelo tempo...
Transição tamanha que começa quando finda o brilho dos olhos e a pele começa a se esbranquiçar, uma vez que a luz da videira se apaga para a guarida do além.
Unificação dos povos encontrados tanto nas covas cobertas por terra ou nos caixotes de concreto... É a decomposição da vida terrena afirmando que o pó é uma forma de poeira transformada de gente.
Lápides escrevendo trechos de uma história apenas pausada por obstáculos das oportunidades que foram aproveitadas...
Vermes se alimentando do que foi belo e desfigurando uma imagem que mantinha uma paisagem no banquete dos sonhos...
Líquidos emputrefados extravasados das entranhas do que um dia foi um conjunto e  ossos de um esqueleto que suportava a herança de uma vida sendo transformada em imortalidade.
Mas isso não é o fim...
Caixa sem gaveta e lua cheia no céu... Nenhum ruído e outro caminho.
Um novo começo...



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