Tempestade de areia

agosto 15, 2014


Foi a tempestade que lhe trouxe... Sinto que meus olhos ardem o vermelho da derrota que eu acreditava que era minha...
As serpentes das subjeções se escondiam em suas tocas, e espreitavam com seus olhares ameaçadores...
Nenhum refúgio e muito abrigo para guardar o que sufocava aquele vendaval de poeira no deserto de minha amargura...
Sedento por água me imaginava num navio, talvez um brinquedo de  criança em uma bacia com água prestes a afundar.
Eu fui além do que imaginava... Seria complexo explicar o escaldante dia e a fria noite... Mas eram os grãos de areia que se chocavam no ar a oportunidade de te ver de novo...
E logo avistei um oásis acreditando que era a esperança do encontro, mas não era real...
A tempestade te levou... Pequena expectativa e grande fantasia brotada em uma flor de cacto...
Era o meu deserto... Criou-se forma pelo o que eu gostaria que acontecesse, mas não tive controle para o que realmente existia...
Entre calafrios e insolações avistei ao longe o mar... E com os pés no chão forte me refiz e me moldei para continuar... E fui navegar...
As minhas expectativas eram as areias dos incômodos que se amontoaram em dunas e transformaram-se em deserto, e foi aí que o vento soprou e me trouxe de volta à realidade..
Expectativas são areias que o vento carrega, um dia elas vão embora... Outro dia aparecerão novamente, mas não com a mesma intensidade...
Um dia outras tempestades virão, faço o que posso para ter controle, mas ainda não sei o que virá... Seguindo em frente rumo ao oceano...
É real... Me encontro navegando, num navio em alto mar...

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