Os muros

julho 10, 2014


Muitos passaram por ali e entre as folhas secas do chão deixavam um pouco de si a cada passo que davam... Um espaço contido entre o ser e o existir... Assim os muros foram levantados, ninguém sabia o que estava do outro lado, sussurros desesperadores se ouviam... O vento uivava como lobos ferozes nas árvores... Muros erguidos de blocos, que pesavam nos passos que recuavam a cada movimento em vão...

Não eram audaciosos para espiar através daqueles paredões, um pouco mais altos que suas cabeças, que foram erguidos por uma falsa liberdade que se continha num beco...   Era a rua estreita o obstáculo que embaraçava a visão dos que queriam conquistar algo, mas se perdiam entre os pedaços deixados ao chão... O mistério atrás dos muros não poderia ser desvendado se as partes não formassem o todo...

Era o limite nos muros o caminho entre o inverno e a primavera que parecia distante e ameaçador... Levantados pela lástima humana e transformada em coisas notórias... O lamento do constante que se levantou ao redor da visão que incumbia as pessoas...

São esses muros da vida construídos por cada pessoa, o impedimento pra ir além... Pessoas que idealizam primaveras e criam muros diante de si vivendo num beco... Passam sempre pelo mesmo trajeto... Não sabem que do outro lado o som que escutam são de árvores que o vento acaricia...

E os muros? Imaginações que podem ser derrubadas a qualquer momento...

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