O vilarejo

julho 25, 2014


Visitando um vilarejo abandonado pude perceber que há mais sentimentos no que já aconteceu do que num presente libertino.
Observei ruínas de casas que foram construídas com esforço de um trabalho digno de quem vivia da labuta diária de um trabalho duro...
Anos que somente as poucas paredes podiam contar... Não precisei de muito estudo para observar além do que vi naquele momento... Fatos contracenados com a realidade se ligavam e ao mesmo tempo se desfaziam a pó...
Esses prédios deteriorados pelo tempo fizeram com que minha ampulheta natural parasse... Pude descrever o passado naquele presente, nos fatos que me faziam estar ali.
Não sei quem viveu naquele vilarejo, mas afirmo que foram muito felizes... Pois não há manchas nas paredes e ao menos sinais que incriminam violência...
São histórias que passam despercebidas aos caminheiros desta história da vida, e como eu, que procuram um lugar ao sol...
Um dia o que existe hoje não existirá mais e será apenas uma lembrança... Mas passado só vira história se deixar marcas.
Sinto-me leve e esse lugar me traz paz...
O que contarei pra meus netos daqui alguns anos?
Estou resgatando lembranças de uma história que poderia ser a minha e assim escrevo o meu livro da vida...
E tijolos dispostos não serão somente casas, mas um lar... Poderei ver as crianças correndo pelos corredores... Sinto que posso ir além...
Até uma casa derrubada tem algo de bom se um dia foi construída com amor... Não preciso ver tudo. Apenas compreender...
O que respiro é o ar que não vejo... Quem vive somente pelo o que vê fica estagnado ao que existe...
Mas sinto...

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