Dente de leão

julho 18, 2014


Fecunda ao chão se esmerava de delicadeza... Difundia-se entre ir ou ficar...
Os lados se distanciavam entre o escuro do que havia e a claridade das incertezas...
E de repente o vento soprou-a desfazendo naquilo que ela mais temia. De uma transformou-se em centenas e começaram a mais estupenda trajetória da existência...
Uma a uma visitaram os mais diversos lugares, estes definiam o seu futuro...
As que brotariam seguiriam a mesma trajetória de uma: era o ciclo da vida...
Suave ousadia de espalhar o bem... Graciosa em tocar o chão com serenidade...
Dois lados que se diferenciavam no escuro da arrogância de uma ou na humildade de se extinguir e ser uma em milhões...
E voa, voa com a dança do vento... Pra longe...
Longe pra perto de mim...
Uma semente em várias... A bondade reiterada num sopro vital...
Espalha delicadeza e faz bem... Aspira a colossal gratidão.
A simpatia renasce onde menos se espera...
E mesmo sem ser vista em algum lugar ela brota...
Sem pressa
Sem hora
Com afeição e sabedoria...
E novamente recomeça o ciclo.
Única que se une...
Apenas só com companhia...
Um dente de leão...

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