Livro: Laranja Mecânica de Anthony Burgess

junho 29, 2014

Laranja mecânica
ISBN: 9788576570035
Editora: Aleph
Páginas: 199
Lançamento: 2004

Laranja mecânica se passa em um período que os adolescentes praticam a ultraviolência, ou seja, muita violência que engloba assaltar comércios, espancar pessoas e estupro. 

Alex tem 16 anos e é o protagonista da história. Ele acaba sendo preso devido a uma traição de seus druguis por homicídio. Na cadeia eles estão testando uma nova maneira de reabilitar os presos, um teste capaz de fazer qualquer pessoa se tornar boa em pouquíssimo tempo e pronta para voltar à sociedade. Quando Alex fica sabendo disso logo se candidata para ser a primeira pessoa a experimentar essa reabilitação. Mas isso se torna a pior escolha da sua vida.

O governo não sabe porque os adolescentes se comportam dessa maneira e quando eu digo todos não estou generalizando. O que acontece com Alex é muito ruim, pois no mesmo instante ele acaba perdendo a capacidade de livre-arbítrio. Ele não tem a opção de reagir quando uma pessoa vem pra cima dele de forma violenta, ele não consegue revidar. 

Durante a leitura meu sentimentos por Alex foram incertos. Em uma hora eu ficava com muita pena dele por tudo o que estava acontecendo e em outras horas, por causa da maneira que ele pensava obre determinadas coisas, eu achava que era bem feito. Mas no fundo eu concordava que perder a capacidade de se defender e ter livre-arbítrio seria terrível, então no fim eu ia do lado de uma parte da população que era contra esse projeto.

Ao terminar a leitura fiquei pensando por algum tempo que o que o autor escreveu não é o que acontece com a maioria dos adolescentes hoje em dia. Quando chega essa fase, eles ficam rebeldes. É claro que o autor foi mais forte nesse aspecto, mas na essência é a mesma coisa. É uma transição de perder a inocência de criança e entrar na vida adulta cheia de responsabilidades. Uma fase que todos passamos ou passaremos, mas que cada um encara de uma forma diferente.

Eu gostei muto do livro e recomendo para todos lerem, assim como assistirem ao filme também que é bem fiel. Lembrando que o livro trás um vocabulário cheio de palavras que o próprio Anthony Burgess inventou que é uma mistura do inglês com o russo. Na edição brasileira no final do livro há um glossário. Mas como eu queria ter aquela estranheza que os ingleses tiveram, já que nas edições deles esse glossário não existe, preferi ler sem consultá-lo. Confesso que à princípio é muito estranho não saber o que aquela palavra significa, mas depois de algumas páginas você já tem uma ideia de mais ou menos o que elas dizem e a leitura fica mais mais fácil e fluida.

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