Pegadas

maio 08, 2014


Os verões contaram os momentos de uma história inacabada. Os raios de sol terminariam na areia fina que queimava os nossos pés...
Eram dias realizados pela vontade de abraçar as conchas e guardar tudo o que eu sentia dentro de cada uma delas.
Poucos dias que poderiam durar toda a vida... À medida que o vento soprava as palmeiras ele tocava os seus cabelos. E isso me fazia sorrir. Era mágico quando o sol se escondia só pra ver um sorriso seu...
O mar espelhava em seus olhos e transbordava pureza em suas ondas...
Você foi uma parte que tornou minha história toda... Mas a onda a levou como nossas pegadas na areia. Que foram apagadas com a força das águas...
Não sei explicar como fui feliz num tempo que não pode ser contado em números, mas em qualidade... Penso que vivi um sonho.  Escapou...
Sei que era algo verdadeiro, e se foi como a maré, mas a maré volta e você... Não...
Hoje venho aqui pra deixar apenas pegadas das marcas dos meus sentimentos que não tiveram tempo de se concretizarem...
Olho as palmeiras, o vento não sopra como antes... O mar não transborda o brilho de seus olhos mais...
E meus pés estão fatigados por andar na margem tentando te encontrar...
Pensei no tempo e perdi a oportunidade... Estou só...
A culpa não foi das ondas, mas do mar que existia em mim... Lamento não poder voltar no tempo e resgatá-la daquela onda traiçoeira que bateu em minha alma e a atingiu...
A praia me deixa lembranças... E a areia já não queima os meus pés como antes, o brilho do sol não é o mesmo...
E foram aquelas pegadas na areia que o mar levou e marcou pra sempre o meu coração...
Não posso voltar...

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