O galho

maio 01, 2014


Saiu por aí procurando uma forma de entender mais sobre sua vida que estava distanciada daqueles caminhos de paz que vivenciara há alguns anos atrás...
Subiu na mais alta das árvores e comprometeu-se a entender o que lhe afligia para pensar em não continuar, talvez a fala ajudasse a compreender o que deveria fazer ou a quem ouvir... Cansado de interpretar coisas inexistentes, dormiu...
Seus sonhos se misturavam com os ramos das árvores desprovidos de folhas sadias, o seu eu divagava pelo subconsciente que não tinha a consciência para acordar para o que seria vindouro.
Foi quando acordou com sopros leves e uma paz que se misturava com sons de vozes, sons serenos que encaminhavam a remediação para a cura da alma... Era o progresso encorajado se fazendo presente para que ele não se desequilibrasse e caísse.
Notou que não estava só, olhou as  árvores , os pássaros, as flores e  se lembrou de tudo que valia a pena...E discursou resumidamente sua vida para toda aquela platéia.
Foi quando ouviu... E encostou os ouvidos naquele indefinível pedaço de madeira, esperando que ele respondesse algo sobre aquele inesgotável depoimento...
Não escutou nada, pois as respostas nas quais ele precisava estavam além de um galho de árvore envelhecido pelo tempo... E desceu da árvore na qual tinha tomado como alicerce...
E após tocar o chão escutou algo amassando a relva, era o galho; aquele galho que aprisionava seus medos...este não podia mais brotar ...
Saiu correndo, estava leve... e foi ser feliz!

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