Outono em abril

abril 03, 2014


As folhas tocam o chão, é mais um outono que chega... Elas são memórias do que precisa ser modificado, é o vento que sopra pra longe o que não é fidedigno de continuar. As horas de claridade estão diminuindo, é o tempo que o sol se esconde, pois é à noite que a alma preenche um coração imaturo em evolução.
É assim esse caminho esperando a próxima estação, são os anos depositados em cada folha que caiu, onde o orvalho a molha toda manhã na esperança de que esta reviva.
São estágios de transformações...
Mas as árvores não serão as mesmas, precisam das quedas, dos outonos... Necessitam ficarem adultas e amadurecer o cerne... É o adormecimento das etapas dos momentos certos que estão sendo programadas.
Os anos se passam nas estações através de pequenas características do cotidiano... Sopro de vida que é tomada por subjeção das frias tardes de outono.
Os galhos brotarão logo após terem resistido às geladas noites, essas noites de abril que inebriam o coração dos astutos, que gritam por tudo aquilo que almejam...
A lua clareia esses amantes que se vão com as folhas, como ilumina os que ficam e dão novos rumos aos seus brotos...
Não são velhas árvores, são pessoas experientes com poucos anos...
O outono acabará e somente as árvores que deixaram suas folhas caírem ficarão verdes, é preciso que o vento leve... As árvores que não derrubarem suas folhas sufocarão o presente e não conhecerão a beleza da primavera...
Somos assim... Árvores com galhos sem folhas contorcidos pelo tempo, em fases de descobertas nesses outonos...
Mais um Outono em abril...

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