Segunda chance

março 27, 2014


Foram momentos de súplicas e desespero...
Não entendia porque tantas pessoas estavam juntas ali...
Eu perguntava e ninguém me ouvia... Queria apenas uma resposta pra tanta melancolia.
-Todos estão surdos?  Ei!
Vi rostos borrados de certa clemência escondida pelo cansaço da espera...
O que estava acontecendo?
Algumas pessoas vestidas de preto, outras com lenços de papel na mão. E eu não entendia nada.
Só quero uma resposta, para que tanta melancolia?
Quem são vocês? Mãe? Pai? Cadê meus irmãos? E o cheiro do café amargo que mamãe passava esse horário?
Fui para meu quarto... Onde estão minhas coisas?
Foi quando ouvi uma voz:
- VOCÊ QUER VOLTAR?  VIU? É ISSO QUE ACONTECE QUANDO AS PESSOAS PERDEM A CORAGEM E A FÉ... VOCÊ NÃO PODE COMEÇAR, MAS RECOMEÇAR. E A CHANCE É VOCÊ QUEM FAZ!
 E  eu acordei e vi minha mãe.  Ela segurava  em minhas mãos e me dizia : - Filho tudo bem ! Estou aqui... Seus irmãos estão lá fora esperando pra te ver e teu pai foi comprar  pão de queijo, pois chegando em casa farei aquele café amargo que só você gosta...
Minhas lágrimas rolaram sem esforços, estava na minha frente a pessoa mais linda desse mundo e suas palavras confortaram o meu coração, mas ainda não entendia o motivo porque eu estava ali...
Fiquei sabendo só mais tarde, que fazia um mês que me encontrava debilitado...
Primeiro parei com os estudos, depois me tranquei no quarto. Até que um dia resolvi sair de casa. E foi numa das curvas da vida que um bandido me acertou. Mas sei que não era pra mim aquele tiro, era pra matar os meus erros... Eu sei que era! Pois não acharam bala e nenhum fragmento dentro do meu corpo, e quando cheguei em casa mamãe me disse que  meu remédio era muito amor, segundo o médico...
Como um acontecimento muda a visão que temos... foi assim comigo.  Sei que muitas pessoas não esvaecem simplesmente, mas morrem porque perderam a fé. E eu estava morrendo pelo que eu fazia comigo...
Não sei quantos anos ainda viverei, mas quero fazer de cada um deles o melhor. Agora tenho a coragem e a fé. Foi aquela voz o livramento do mal e aquele olhar de mãe o brilho pra minha vontade de viver.
Sei que não posso começar, mas estou recomeçando...

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