Xícara de café

novembro 08, 2013


Foi naquela tarde de inverno onde os sinos tocavam anunciando a chegada de mais um pôr do sol...
O café denunciava seu aroma... Um rosto debruçado sobre os livros e um cochilo de cinco minutos que adormecia a fortaleza de uma estrutura.
Uma mesa composta de histórias rascunhadas com uma caneta de pouca tinta.
Era assim toda tarde, não poderia ser diferente. Talvez pelo fato de entrar nos meus pensamentos e perturbar o que eu temia.
Foi quando me disse que não era a pessoa certa que eu tive a certeza que nunca sabemos o que é certo para nós.
A impressão que tive era que à medida que eu me aproximava as coisas extravasavam e não faziam sentido. Mas algo precisa de sentido específico para ter coerência?
O café na xícara esfriava, o pó grudava no fundo formando desenhos irreais. Era o esboço do monstro que eu criara na mente, por não ter a perspicácia de acordar pra vida.
O que me instigava era ver o outro lado da moeda, como se fosse um jogo de cara ou coroa, onde ambos os lados se empatavam.
Sair de casa não adiantaria, pois a cabeça continuaria estagnada nas intermitências do holocausto.
Se o problema é pequeno para quê objetivar grandes soluções?  É o contrário do que quis, pois se tratam de sonhos que coleciono enquanto estou desacordada.
Cinco minutos que duram uma eternidade e uma xícara de café frio.
Uma amizade esquecida, um amor perdido e um sonho guardado.
O café perdendo  o sabor, e o doce se transformando em amargo...Mas, ainda dá tempo?







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