O desconhecido

outubro 28, 2013


Lamento o que não obtive com os primórdios dos alicerces que regaram um dia, uma época passada.
Muitas pessoas foram embora e outras vieram para preencher o que ainda me fazia sentir vazio.
As intermitências me estagnavam no que eu queria que acontecesse, mesmo não sendo o melhor para ambas as partes.
Fixei-me em simbolismos e em coisas corriqueiras que se baseavam em uma era diferente de qualquer outra. Uma mistura de pouco com nada que decrescia numa fantasiosa personalidade.
Poderia gritar para me apresentar e dizer: Eu existo! Prazer! Sou eu quem você procura há muito tempo...
Mas não é tão simples interpretar a linguagem dos sentimentos. E quebrar a timidez de um desconhecido.
Não é hora de iniciar, pois não há início... Sim recomeço. Não existem duas vidas.
Apenas queria que entendesse que o que faço é pra estar junto contigo em qualquer espaço de tempo. Mesmo o tempo não deixando espaço para pensarmos o suficiente à medida que envelhecemos...
Tenho medo que o esquecimento não me deixe lembrar o que ainda busco... Mas não sei aonde pretendo chegar com essa veloz jornada.
Lamento o que não fiz, e corro para fazer algo enquanto posso...
Mas quem és tu que para mim não passa apenas de um pronome incompreendido?
Uma jornada veloz, um desconhecido sem direção...


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