Descobrindo o ceratocone

outubro 25, 2013


Se você leu o post anterior, viu a minha história com óculos e o pedido de exames mais complexos. Fiz os exames uma semana após a consulta, e no retorno ao consultório veio a frase: "Foi o que pensei, você tem ceratocone. " Oi? Cera o quê?

Ceratocone é uma doença, uma deformação na córnea do olho, ela vai deixando a córnea cada vez mais final. É uma doença genética (no caso da minha família não há diagnóstico de ninguém com essa doença, mas sabe-se que alguns membros antigos da família faleceram cegos, então talvez eles tivessem, quem sabe...Tem que começar com alguém, né?). A doença começa quando a pessoa ainda está na adolescência, por volta dos 12 anos de idade. Tive sorte que ela apareceu depois dos 20 anos, pois lá pelos 30 anos de idade ela vai se estabilizando e não crescendo mais.

Meus sintomas eram cosseiras nos olhos, todo oftalmologista diz para nunca coçar os olhos, e visão duplicada. Sem óculos eu enxergava as pessoas meio borradas e algumas vezes duplicadas, vale para objetos também. Algumas pessoas tem sensibilidade à claridade, mas não foi meu caso.

A doença tem cura? Não. Ela tem tratamento. É como uma pressão alta, não tem cura, mas com os medicamentos certos, a pessoa consegue ter uma vida normal. Então vi como seria minha vida pela frente.  
Imagem: via
Você deve estar perguntando, se eu não procurei outros oftalmologistas para ter uma outra opinião. O exame estava lá, claro como água,  no olho direito o ceratocone estava em grau I e no olho esquerdo estava incipiente, ou seja, estava indo para grau I. Se a oftalmologista tivesse dito que era caso de cirurgia, claro que procuraria outras opiniões, mas como ela disse que lentes resolveriam, eu e minha família não achamos a necessidade.

Depois dessa informação fiquei relaxada. Estava preocupada com isso, claro, acho que a maioria das pessoas ficariam, já que não conhecem sobre a doença. Meu primeiro pensamento foi que ficaria cega, acho que todos devem ter esse pensamento deprimente em primeiro lugar. Mas conforme fui conversando com a médica, Dr. Carla, não era caso de preocupação, pois estava no comecinho. A lente ajudaria. Ela me daria a visão e ajudaria a estabilizar o problema. O único problema era que a maioria dos pacientes não conseguem se adaptar com elas, pois não são lentes gelatinosas que se mandam fazer em qualquer ótica, são lentes rígidas e importadas, um vidrinho que ficaria no meu olho o dia inteiro. 

No próximo post eu conto sobre elas e a adaptação.

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2 Comentários

  1. Ainda bem que tem tratamento, né. Mas confesso que deu agonia com vc falando... =/

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    1. No princípio eu fiquei com medo, mas depois fui me acalmando ^^

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