Quem sou?

setembro 30, 2013


Descobri o que precisava, embora não quisesse ver aquele momento...
Vi que as pessoas não se constroem sozinhas, pois nenhuma história é um monólogo. E que as rochas duram milhares de anos, mas se corroem aos poucos, vão embora sem que percebamos...
Descobri, que nada basta para o ilimitado ser humano e que um belo rosto não codifica um caráter.
Compreendi que quem não arrisca se torna mais um figurante em busca do nada, e nada é sinônimo de vazio.
Sei que a ausência das formas é semelhante aos sentimentos, mas sentimentos podem se tornar forma. É difícil compreender a antítese das coisas em tom absoluto quando se sonha tão pouco.
Descobri através dos sorrisos uma maneira mais singela de ver a vida, mas não há sorriso que classifique o existir, pois antes já nascera a sabedoria das lágrimas.
Nos olhares não vejo mágoas, talvez brilhos que ofusquem outros brilhos...
Talvez eu esteja perdida nesses olhares para encontrar a luz de minha estrela.
Não tenho a idade certa pra confrontar com aquilo que é desconhecido, mas existe idade certa para algo?
Os outros pensam que me conhecem, mas tenho piedade de todos eles. Pois nem eu sei ao certo quem sou.
Descubro minha identidade pelo que vivo no dia a dia e, a outra parte pelo que os outros me contam... Mas mesmo assim duvido.

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