De mim

setembro 10, 2013


Corri para ocultar meus planos.
Planejei para construir sonhos.
Sonhei para me transformar.
Transformei-me para voltar onde deixei a felicidade.
Fui feliz crendo que não existem momentos errados, mas circunstâncias inacabadas.
As circunstâncias foram meu ego diversificado, onde eu era a semente que precisava ser desabrochada.
Mantive o equilíbrio quando perdi a calma e me enfureci com a paciência.
Aprisionei a paz temendo que ela escapasse.
Esbaldei o que não tinha, pra me conformar com tudo àquilo que já tinha conquistado.
Lutei pra continuar a batalha, e desarmei contratempos com um simples olhar.
O silêncio era o que mais queria ouvir e a arma poderosa para minhas inquietudes.
Sussurrei pelos cantos, pra ouvir o mundo.
O mundo? Uma bola azul com criaturas estranhas.
E eu, uma delas...Estou por aí.
Nessa estrada sem destino.
Numa escada sem degrau.
Nenhum tecido fino ou jóias para cortejo.
E lá fora um mundo inteiro pra desbravar.



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