À beira da estrada

setembro 17, 2013


Ninguém está só enquanto caminha à beira da estrada.
As árvores mostrarão que o vento mesmo sendo invisível consegue acariciar os seus galhos.
Ninguém está só enquanto puder tocar o chão e sentir a poeira entre os dedos.
Ninguém está só,enquanto ouvir o canto dos pássaros que plainam no imenso céu enfeitado com algumas nuvens.
Ninguém está só se as águas do riacho se evaporam e caem molhando o seu rosto.
Ninguém está só se tropeça entre as pedras e levanta se recompondo.
Ninguém está só se ainda consegue sentir o perfume das flores que enfeitam as margens.
Ninguém está só enquanto caminha à beira da estrada...
O invisível é aquilo que se enxerga e não se reconhece.
O inatingível é aquilo que machuca e não prevalece.
Ninguém está só enquanto busca a felicidade, pois todos a buscam. Cada um de sua maneira.
Ninguém está só se consegue sentir o calor do sol que queima os ombros.
Ninguém está só mesmo pensando que esteja, solidão é o equívoco de um aglomerado.
Ninguém está só à beira da estrada, o vento, as flores o sol, a poeira, os pássaros, as nuvens...
Sempre não é duradouro. Mas é algo que permanece enquanto sobrevive.
Ninguém está só, pois sempre existe algo, alguma coisa e alguém.


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