O traje

agosto 20, 2013


Vestido dourado que brilha feito o sol, doí os olhos de observar.
A mente ferve em conjunto com a cabeça audaciosa dos incompreensivos.
Esnoba exuberância, fragmenta pertinência pra se perder em teimosia.
Vestido prata que vibra e reflete nas arquibancadas dos que assistem de camarote. Transmite tranquilidade, mas contorna seus próprios empecilhos.
Pessoas vestidas com glamour, iludindo mentiras encobertas.
Esqueceram o que é sinceridade, no entanto, sinceridade é sinônimo de ofensa.
Frases ditas ao acaso, sem malefícios são equivocadas, pois não há compreensão dos fatos.
Os fatos são apenas o que cada um acredita para si, sem se preocupar com o que os outros sentem, a verdade é escassa. É contrária...
Vestido de seda... Liso como a mentira bajulada pelos que camuflam a realidade.
Realidade que se transforma no que cada um quer ver. Fantasias fazem parte da imaginação.
Vestidos que irradiam a forma do “si” e se manifestam em julgamentos por outros também vestidos...
Vestidos de sinalização que codificam a vaidade e liberam as feras escondidas nos comandos de superioridade.
Vistos de fora são apenas vestidos, mas não são confeccionados por matéria.  Podem ser tocados!
Vestidos feitos de essência tecidos na profundidade da alma e costurado nos sentimentos.
Cada qual vestido com seu traje.
Uns vestem prata, outros ouro e têm aqueles que se contentam com o vermelho ofuscante do bronze. 

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