Percurso de um fotógrafo

julho 28, 2013



Nos vales saem águas cristalinas que purificam os campos, são gotas em forma de diamantes que se espalham sobre a planície e floresce a verde esperança das pessoas observadoras.
O que é que se esconde na dureza das rochas que são corroídas pelas minúsculas gotas?
É a força das águas fragmentando gigantes...
Os quênions são abismos de exuberância onde as aves brincam sem preocupações, pois aprenderam a voar.
Sinfonia grandiosa! Os sons se misturam pedindo clemência por tudo o que já existiu.
É o espetáculo das quedas das cachoeiras com o retumbar das asas dos andorinhões, os ninhos alocados em pequenas fissuras - vida escondida atrás de paredes naturais.
Paisagens estonteantes! Notáveis pela beleza reflexivas por extraírem simplicidade das pessoas, como se a humanidade estivesse presente em cada performance dos ramos tocados pelo vento.
É a inocência dos galhos acariciando o riacho. E as folhas das árvores indo embora com a correnteza. Lembrança de um passado recompensado pelos fatos entrelaçados de um futuro distante...
Existe muito mais além de beleza e das formas que se misturam.
As trilhas decoradas com begônias enfeitam a caminhada, mas é do alto que se enxerga o primor da totalidade.
Nos montes perfumados, as espécies de epífitas descansam sobre as árvores. Tímidas de tão pura delicadeza!
Além dos montes existe algo, estimável por não ser conhecido, perturbador por transmitir curiosidade...
Subindo a colina eu vou, não perco nenhum movimento.
Clico nas borboletas, nas flores e em tudo que é possível observar. Porém é depois dos montes que se encontra o melhor foco. Visão ampla, miniaturas e cores...
Mas o que existe atrás dos montes?
Brisa suave, enigmas...Mistério.
Intempéries e vestígios de perigo.
Um clique.


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