Conversando com as estrelas

janeiro 30, 2013


A noite é tão vazia quando não sabemos aonde devemos ir.
Talvez uma xícara de café faça com que eu perca o sono, não quero sonhar o que está no subconsciente.
A varanda é escura, um pio de coruja, algum cão latindo e o céu carregado de estrelas, companhia que me faz bem.
Ouço vozes...Vozes que saem de dentro pra fora e gritam conforme olho para o céu.
Pergunto o que está acontecendo comigo estou inquieta com meu monólogo noturno.
As estrelas parecem me entender, pois quanto mais procuro me silenciar elas brilham como resposta de minhas perguntas mais especulativas.
Uma a uma forma pontos lá no alto que junto e crio cruzes, corações, espadas que piscam.
Elas me dizem  que não há vitória sem sofrimento e cada um tem uma cruz pra carregar, os corações são os amores da vida que eu não posso abandonar: a família, os amigos verdadeiros...
As espadas são as lutas do dia a dia, mesmo que os meteoros da Terra caiam e as estrelas cadentes se escondam.
Um ônibus espacial passa adiante, mais um viajante solitário no espaço assim como eu solitária em meu tutorial de sentimentos.
As estrelas se misturam com os pisca-piscas artificiais indo e vindo...
Que confusão está se concentrando aqui dentro, quanto desalento dentro de um ponto de memória inacabada, somente eu e as estrelas entendemos o que é aparecer e desaparecer num passe de magia.
Bom dia estrelinhas. Até a noite de amanhã.
Ainda tenho muitos segredos a lhe contar.



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