Pela vidraça...

novembro 13, 2012


Um vento começa a refrescar o calor que há tempos tem feito... 
As nuvens estão se espalhando no céu, ora uma escura ora outra branca, parecem brincar na imensidão! 
As pessoas estão preocupadas, pois o tempo tem sido traiçoeiro para com elas... 
Começa a chuviscar e, as pessoas uma a uma, vão entrando nas lojas, escondendo sob as lajes, pegando seus carros e voltando para suas casas... 
Um aglomerado de pessoas juntas, a minoria é conhecida, algumas ainda irão se apresentar e outras ao menos vão lembrar daquele dia... 
É engraçado como a necessidade contagia as pessoas em comunidade, mas cômico ainda é ver a falsidade estampada de sinceridade nos rostos meticulosos delas... 
A chuva parece não querer cessar, será que é para juntar mais um casal ou outro? 
Do outro lado um jovem sai correndo na chuva, já é hora do ônibus passar... 
As gotículas de água inundam as ruas dos bueiros sujos de ilusões humanas e entupidos de indignos escapismos... 
A chuva continua, até quando? Não sei.. 
Talvez tenha aprendido algo com cada gota caída, com cada pessoa lá fora se escondendo de si mesmas, e eu aqui lembrando o tempo que pulava poças d'água... 
Não tenho ideia de quanto tempo não faço mais isso... 
Não enxergo mais nada, pois a vidraça está embaçada.

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