Abismo da alma

outubro 29, 2012


Quando achamos que chegamos a algum lugar vem às circunstâncias e mudam nosso cotidiano... 
Esperamos muitos dos outros e ficamos em dívidas conosco mesmos. 
Quando batemos a porta fechamos o espaço mantido entre nosso ser e o nosso existir. Vivemos para a matéria , mas morremos para o nosso próprio eu. 
Estamos anestesiados pelos sentimentos que são compreendidos nas objetividades sem concretizações... 
Calculamos equações de segundo grau, mas não sabemos usar uma interjeição: Oi! 
Quando achamos que somos sábios demais, magoamos as pessoas e criamos velcros como se fossem fechos de arremates do subjuntivo da alma... 
Estamos pobres de letras e letrados de ignorância, perdidos por não encontrarmos nada, e ricos de não saber o que procuramos... 
Falamos o que os outros querem ouvir, mas não queremos ouvir o que falamos... 
Demasiadamente, firmamos egocentrismos para nos encaixar em modismos, e somos a média da sociedade. 
Preocupamos demais com pensamentos alheios e não pensamos. 
Olhamos ao redor, mas não nos interiorizamos... 
Estamos míopes para enxergar tão perto... 
Não traçamos caminhos seguros... e preocupamos com coisas corriqueiras ... 
Vivemos em função do não sei e fazemos pactos com o achismo. 
Criamos super-heróis de mentira, e fantasiamos ter super poderes... 
Somos libertadores para os outros e escravos de nós mesmos... 
Pulamos o muro para chegar do outro lado, e cavamos um abismo entre nós mesmos...


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