À janela

outubro 15, 2012


Não quero me esconder no abismo, não preciso crer em coisas surreais, não vejo carros, não tenho rota...
Pombos se alimentam das pipocas jogadas pela multidão na praça; é apenas mais um casal sentado em um banco  vendo o espetáculo da vida diante das imagens ...
O relógio da igreja já marcam 18:30 horas, o tempo voa , e com eles os pombos estupefatos por pegaram tudo que conseguiram...
O vento sopra as folhas caídas no chão, que caiem dentro dos bueiros, mas não tenho idéia de onde irão parar.
A lua já está iluminada, junto com ela está meu coração.  Mas onde está o meu coração?
O casal que antes estava sentado em um banco comendo pipocas já foi embora , nem notei   que o tempo passou tão rápido!
Como esfriou, acho que estou com febre...
 As luzes das casas vão se apagando uma a uma,
Os adolescentes estão voltando de suas baladas; bêbados, malucos, decadentes dessa nova geração suburbana...
Os insetos estão brincando de pique no lustre, parecem dançar uma lambada irreconhecível... Até eles são mais felizes mesmo tendo uma  vida tão curta...e nem sabem que a dança acaba quando a luz se apaga...
Preciso ir dormir a lua não me responde mais, levou com ela meu coração... Talvez não precise dele enquanto tenha minha cabeça de regente...
Esses pensamentos são mártires de minha alma e não me deixam em paz, estou astuta a ponto de pensar como um velho, e agir como uma criança... Preciso ir descansar, meus braços doem, esqueci  que estou debruçada sobre eles.
Fecho a janela, apago a luz, os insetos caem do lustre, tenho que acordar já são seis horas da manhã.


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1 Comentários

  1. Noites insones são interessantes. Acho incrível como podem ser mágicas ou terríveis, dependendo apenas de como a gente se sente.

    Adorei o texto. *-*

    Thais Vianna
    @dathais

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