Metamorfose

setembro 26, 2012


Acordei de um sonho, me sinto como uma borboleta pousando nas flores e que aprecia o perfume das rosas.
Como é doce o néctar das flores!
Vi o orvalho sobre as folhas, e cada gota se espalhar no solo...
Já se passaram tempos árduos, onde olhava apenas a minha volta e enxergava o mínimo que me convinha...
Como lagarta corroia as folhas, não me importava tanto com as flores, não via o jardim, não sabia voar...
Foi preciso isolar-me de tudo e me apoderar em um casulo, comprimir e me fragilizar, para aprender que preciso ir mais além para quebrar a casca, não a do casulo, mas a que existe dentro de mim, e realizar a metamorfose...
Agora, entendo cada flor, folha, compreendi as outras coisas que pareciam pequenas mesmo grandes, pra entender que sou o conjunto delas...
Hoje em minha difusão de borboleta vejo o jardim em sua totalidade e aprecio os detalhes, cada raio de sol que passa entre as folhas das plantas; mas também enxergo as outras lagartas, tantas como um dia eu fui...


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1 Comentários

  1. Muito bonita a poesia.

    Gosto do fato de que as poesias do blog falem sempre de situações normais, porém de uma forma muito bonita.

    Tem hora que é realmente necessário um pouco de isolamento e solidão.
    que temos que nos fechar no casulo para evoluirmos e começarmos a ver as coisas de uma forma diferente.

    Adorei essa, como todas que já li até agora. Meus parabéns!!

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